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Tuesday, October 9, 2007

Tão alheados que eles estão...

Roteiro da Ciência dedicado ao mar

«Cavaco quer que Governo passe da retórica à acção»,

O património marítimo representa uma enorme riqueza da qual os portugueses estão «alienados». Cavaco considera que chegou a hora de Portugal se voltar de novo para o mar. É tempo de «passar da retórica para acção» no que diz respeito ao património marítimo português, afirmou o Presidente da República a bordo do navio D. Carlos I, fundeado na Horta. Na jornada do Roteiro da Ciência dedicado ao mar, depois de ter dado uma volta ao largo do Faial no outro navio – o Almirante Gago Coutinho -, Cavaco disse que tem a sensação que o património marítimo «está insuficientemente explorado» e que os portugueses até vivem em grande parte «alheados do mar». Por isso, o Presidente coloca grandes expectativas na conferência dos ministros europeus dos Assuntos do Mar, que decorre dentro de dias e irá discutir as propostas de políticas marítimas europeias. Mas também no plano de acção português que o Governo está a preparar e que, afirmou, «chega em boa hora».

Nesta jornada dedicada ao mar, o Presidente visitou o que considera serem «dois bons exemplos»: a Universidade dos Açores e os navios hidrográficos que estão a trabalhar no âmbito da unidade de missão para a extensão da plataforma continental portuguesa. Em relação aos navios disse que «não houve reclamações quanto a equipamentos». Já quanto ao Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, que desenvolve um trabalho de excelência em condições precárias, nomeadamente em contentores, o Presidente anunciou que vai «receber novas instalações», estando para breve a sua transferência para o antigo hospital da Horta.

Esta terceira jornada do Roteiro da Ciência, que decorreu durante a manhã, deveria ter tido um primeiro dia a 1 de Outubro, no Algarve, que foi adiado devido à morte do pai do Presidente. A intenção de dedicar uma jornada ao mar foi anunciada por Cavaco Silva no discurso do 10 de Junho. A acompanhá-lo, o PR teve os secretários de Estado das Pescas e da Defesa e Assuntos do Mar, além do ministro da Presidência, que acompanha toda a visita aos Açores. Esta é a primeira vez que o ministro da Ciência, Mariano Gago, não acompanha um Roteiro da Ciência.»

Por [Eunice Lourenço], in Semanário SOL

Monday, August 27, 2007

CHAPEAU!!!...

ACOMPANHE [AQUI] E NO [BLOGUE DO CREOULA] AS NOTÍCIAS E INFORMAÇÕES QUE VÃO BREVEMENTE COMEÇAR A SER COLOCADAS QUANTO À EDIÇÃO DE 2007 DA UNIVERSIDADE ITINERANTE DO MAR A BORDO DO «CREOULA»!!!... DE SE LHES TIRAR O CHAPÉU!!!...
UM BEM HAJA DO TAMANHO DO UNIVERSO AO SENHOR DIRECTOR DE TREINO FERMÍN RODRÍGUEZ GUTIÉRREZ POR ME TER DADO A CONHECER TANTOS NOVOS AMIGOS DO CREOULA!!!!...
ATÉ BREVE, «IRMÃO»!!!

Jornadas «A Sociedade Civil e o Mar» - Programação das Actividades

Em 2007, a Sociedade de Geografia de Lisboa por intermédio da sua Secção de Geografia dos Oceanos pretende dar continuidade às Jornadas “A Sociedade Civil e o Mar” iniciadas em 1999, com a finalidade de contribuir para a consciencialização pública relativamente à importância dos oceanos e das zonas costeiras, em termos dos valores que representam e dos riscos que enfrentam. As acções em curso visam:

a) Contribuir para a comemoração do Dia Nacional do Mar, institucionalizado pela Resolução n.º 83/98 do Conselho de Ministros; b) Abordar as questões suscitadas pela Agenda do Oceano; e c) Divulgar nas suas diversas expressões a Nossa Cultura do Mar, incluindo a vulgarização do conhecimento oceanográfico, de modo a contribuir para uma renovada assunção do mar, desígnio permanente de Portugal. O reconhecimento da importância do âmbito local no desenvolvimento sustentável das actividades marítimas suscitou por parte da Sociedade de Geografia de Lisboa a proposta do tema “As comunidades ribeirinhas e o desenvolvimento local” para o Dia Nacional do Mar de 2007, que está a ser abordada em quatro sessões públicas:

  1. Em 26 de Abril passado, o contributo suscitado pela discussão do Livro Verde “Para uma futura política marítima da União: Uma visão europeia para os oceanos e os mares”, do que resultou uma proposta de programa comunitário de identificação e valorização das identidades ribeirinhas europeias apresentada à Comissão Europeia;
  2. Em 19 de Setembro, “O Fundo Europeu para as Pescas”;
  3. Em 11 de Outubro, Encontro ”O contributo da Ciência e da Tecnologia”; e
  4. Em 16 de Novembro, Seminário “Uma identidade marítima plural e europeia”.

Por iniciativa da Sociedade de Geografia de Lisboa, a comemoração do Dia Nacional do Mar de 2007 em 16 de Novembro inclui, além do supracitado Seminário, a organização no final da tarde de uma sessão solene. Ainda nesse dia, o carimbo comemorativo criado por especial deferência da Direcção de Filatelia dos CTT será aposto em local a designar. Está prevista a edição de um cartaz alusivo e a cunhagem de uma medalha comemorativa, que prossegue a série iniciada em 1999, sendo os exemplares sobrantes da subscrição pública postos à venda durante o dia 16 de Novembro. Um apontamento final sobre iniciativas em desenvolvimento pela Secção de Geografia dos Oceanos, com o intuito de destacar:

a) O esforço de divulgação da Nossa Cultura do Mar nas suas diversas expressões atende prioritariamente à implantação da Rede Nacional de Cultura do Mar com a organização do seu segundo Encontro e à concretização do seu instrumento de trabalho, o projecto “Portal do Mar”;

b) O desenvolvimento de parcerias e outras formas de cooperação com instituições, públicas e privadas, e a sociedade civil conducentes a uma ampla divulgação e adesão no âmbito nacional ao tema “As comunidades ribeirinhas e o desenvolvimento local” e ao aprofundamento de iniciativas locais propiciadoras do encontro das comunidades, sendo propostas concretas de trabalho os projectos “Fórum do Tejo: encontro das comunidades estuarinas” e “Embarcações tradicionais: um património vivo”. Informação adicional pode ser obtida na página da Sociedade de Geografia de Lisboa (http://socgeografia-lisboa.planetaclix.pt/dia_mar2007.htm), na secretaria da mesma Sociedade (telefone 213 425 401/5 068, fax 213 464 553) ou por e-mail dirigido ao presidente da Secção de Geografia dos Oceanos, Contra-Almirante José Bastos Saldanha(jbsaldanha@sapo.pt). Agradece-se os comentários, a participação e a divulgação desta informação preliminar.

Wednesday, August 8, 2007

Marina do Parque das Nações apoia candidatura de cultura avieira a património nacional

Fotografia tirada para a [Comunidade que Navega nestas Canoas] por Bruno Nobre (o "Seawolf" da Moita), honra da Armada Portuguesa.
* * * * *
«Santarém, 08 Ago (Lusa) - A Associação Náutica da Marina do Parque das Nações (ANMPN) está a apoiar a candidatura da cultura avieira a património nacional, para promover o turismo no estuário do rio Tejo, afirmou hoje o presidente. Paulo Andrade disse à Agência Lusa que a candidatura, a realizar em 2009, da cultura avieira como património nacional foi iniciada pela Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça (AIDIA), em colaboração com a Escola Superior de Educação/Instituto Politécnico de Santarém (ESES/IPS). (Continua em comentário a este post)».
Fonte: Agência LUSA 2007-08-08, 11h13

Creoula distinguido com prémio internacional

«No porto de Génova terminou a regata “Tall Ships Race Med 2007” organizada pela Sailing Training International (STI). Após a parada das tripulações foram distribuídos pela STI os diversos prémios com que esta organização costuma distinguir os navios (continua em comentário a este post)».
[Marinha], 6 de Agosto de 2007

Thursday, July 19, 2007

CEM POR CENTO LUSITANO

(Todas as fotografias deste post são copyright de Luís Miguel Correia)

Depois da linda cerimónia de Baptismo, na Sexta-feira dia 18 de Maio de 2007, que relatámos em posts anteriores, o «CORVO» foi ontem entregue impecável ao Armador!... E mais uma vez... nem uma linha na LUSA a abençoar a iniciativa privada que resultou na construção deste belíssimo navio [INFO], um Navio Português construído em Portugal por Portugueses para Portugueses!... E que, como tal, custou 19 de milhões de euros, quando é certo que, se tivesse sido construído na China, teria custado 15 milhões... Mas não teria dado emprego aos funcionários dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (com os benefícios inerentes para as respectivas Famílias e para a Região), nem teria sido construído com a motivação que decorre do orgulho e do engenho e arte Portugueses! [LER TAMBÉM AQUI]

Diversas imagens do «CORVO» tiradas ontem por [Luís Miguel Correia] em Viana do Castelo, que gentilmente me remeteu, e nos informa que o navio foi entregue às 13h00 ao armador, mudando a bandeira do estaleiro pela da Mutualista Açoreana, do Grupo Bensaude.

Um bom exemplo do engenho e arte dos Portugueses!

Mudança de bandeiras e outros pormenores da cerimónia de entrega do novo CORVO ontem, em Viana do Castelo. Para mais fotografias, ver o [Blogue dos Navios e do Mar].

Toda a Honra devida ao Armador, que teve a coragem e ousou construir o navio em Portugal! Por Portugueses e para Portugueses!... E a quem deixo já um breve Apelo: que ouse construir um navio de passageiros, contra tudo e contra todos, e que o baptize de «INFANTE DOM HENRIQUE»!!!...
Recordo que o armador promoveu activamente a construção de alguns dos navios portugueses mais famosos do século XX, caso dos paquetes CARVALHO ARAÚJO e FUNCHAL, ou os bacalhoeiros ARGUS, CREOULA e HORTENSE...A tradição marítima da família Bensaude, que remonta ao século XIX, encontra hoje continuidade na actividade da empresa Mutualista Açoreana, cujo novo CORVO será o quinto navio com esse nome a servir a empresa.

POLÍTICA MARÍTIMA EUROPEIA

«[Emanuel Jardim Fernandes] defendeu esta semana o reforço de apoios para a [Política Marítima Europeia] (PME), durante a sua intervenção enquanto relator para o orçamento europeu, na [Comissão das Pescas] do [PE]. Segundo o Deputado, uma eficaz PME necessita de recursos financeiros que não obstem à sua qualidade e implementação, mas a valorizem, enquanto política para os oceanos e mares, e por isso apresentará propostas de alteração ao orçamento nesse sentido. Ainda durante a Comissão das Pescas, em resposta a Jardim Fernandes, o Ministro da Agricultura e Pescas, apoiou a intenção do Deputado, de apresentar alterações ao Orçamento da UE com vista a dotar a PME de maiores recursos, tendo ainda defendido a integração e adaptação transversal de todas as políticas europeias às especificidades das Regiões Ultraperiféricas, incluindo a PME, e definido a aquacultura como uma das prioridades da [Presidência portuguesa] para a área das Pescas. O Ministro defendeu ainda que o desenvolvimento de uma Guarda Costeira Europeia necessitará de um amplo consenso a nível europeu, para o qual Portugal está preparado para trabalhar
Informação gentilmente remetida por InfoEuropa. Mais informações no blogue [Estratégia Azul]. Participe neste debate de interesse nacional, independente de questões partidárias, e envie-nos contributos e informações sobre a matéria. Penso que Portugal e o Mar Português o merecem.

Tuesday, July 17, 2007

Navio «Almirante Gago Coutinho» nos Açores

(O brasão e o patrono do navio, cuja biografia segue em comentário)
O Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, João Mira Gomes, visita amanhã, quarta-feira, o navio «NRP Almirante Gago Coutinho», acompanhado do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes. Esta visita destina-se a dar a conhecer as capacidades, equipamentos e missões do navio, após um período de trabalhos em que a Marinha e o MDN/ Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental congregaram esforços e recursos para modernizar e adaptar o navio para a execução actividades no âmbito do projecto de extensão da plataforma continental em curso. A visita constará de uma apresentação e visita ao navio e de um período de navegação com regresso à Doca da Marinha.
O «NRP Almirante Gago Coutinho» é um navio hidro-oceanográfico que assegura, no âmbito das missões específicas da Marinha, actividades relacionadas com as ciências e tecnologias do mar tendo em vista a sua aplicação na área militar, contribuindo também para o desenvolvimento do País nas áreas científica e de defesa do ambiente marinho nos domínios da hidrografia, da cartografia náutica, da segurança da navegação, da oceanografia e da geologia marinha.
Equipado com os mais modernos equipamentos são de destacar os sistemas acústicos de aquisição de dados ao longo da coluna de água e do fundo do mar. As capacidades instaladas fazem do «NRP Almirante Gago Coutinho» uma plataforma disponível para a comunidade científica, permitindo a utilização de forma integrada das tecnologias ao serviço da Marinha e das instituições de investigação do mar.
O «NRP Almirante Gago Coutinho» irá executar, de seguida, trabalhos para o projecto de Extensão da Plataforma Continental nas águas do Arquipélago dos Açores. A Estrutura de Missão tem por objectivo a preparação e apresentação à Comissão de Limites da Plataforma Continental de uma proposta de extensão da plataforma portuguesa para além dos limites actuais das 200 milhas.

Friday, July 6, 2007

O CENTRO NÁUTICO MOITENSE ESTEVE REPRESENTADO NA CERIMÓNIA!...

70.º ANIVERSÁRIO DO “CREOULA”
«No passado dia 10 de Maio comemorou-se com o navio atracado na Doca da Marinha o seu Septuagésimo Aniversário, tendo estado presentes alguns Almirantes e Oficiais de Marinha e diversas entidades civis de que se realçam o Dr. Aníbal Paião, Administrador da empresa “Pascoal e Filhos”, que apoiou a recuperação do “Creoula”, o Capitão Marques da Silva, penúltimo Comandante do “Creoula”, elementos da Aporvela, da Juvemédia e do CENTRO NÁUTICO MOITENSE, Helder Claro, último gerente da Parceria Geral das Pescas (última empresa proprietária do “Creoula”) e Mário Crespo, jornalista da SIC.

A cerimónia, presidida pelo Comandante da Flotilha, CALM Tavares de Almeida, teve início com a guarnição formada no cais onde, perante todos os convidados, foram proferidos discursos pelo Comandante do navio, CFR Silva Ramos, pelo Prof. Pinto Abreu, representante da instituição que iria embarcar em mais uma missão do navio e pelo Prof. Miguel Sequeira, Presidente da Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar. Seguidamente, foi descerrada a bordo uma placa comemorativa do evento, tendo o CALM Tavares de Almeida efectuado um discurso alusivo, a que se seguiu um almoço. No final do almoço foram entregues medalhas comemorativas aos antigos Comandantes do Navio, homenageando no nome deles todas as guarnições que cumpriram serviço no Creoula, quer durante as campanhas do bacalhau, quer durante a sua actual missão de Navio de Treino de Mar. A cerimónia terminou com o Bolo de Aniversário, cantando-se os merecidos “Parabéns” ao Navio. Após 70 anos, o “Creoula”, o último bacalhoeiro português e único Navio de Treino de Mar Nacional, continua a representar a ligação viva de um passado da maior importância histórica a um presente de serviço à cultura e à formação da juventude portuguesa, na perpetuação de uma tradição marítima sem igual no mundo. (Colaboração do NTM “Creoula”)» in [Revista da Armada], edição de Julho de 2007, a quem agradecemos a referencia ao Centro Náutico Moitense!...

Mais informações no [Blogue do Creoula] e no [Blogue do Creoula na Imprensa].

Monday, June 25, 2007

DESTAQUE ESPECIAL

VENHAM VER... E OUVIR!!!
Reservem já na vossa Agenda e venham connosco e o Pedro Ayres de Magalhães na Regata-cruzeiro Moita-Vila Franca de Xira-Moita nos dias 7 e 8 de Julho de 2007!!!...

Monday, June 18, 2007

Universidade Itinerante alarga tripulação à conquista dos mares da Europa

Navio-escola «Creoula» vai este ano albergar dez alunos do secundário
«Trinta e dois estudantes da Universidade do Porto (UP) vão partir à “descoberta” do Mar Mediterrâneo, durante a II Universidade Itinerante do Mar (UIM). Trata-se do segundo capítulo da expedição do conhecimento proposta pelo projecto promovido pela UP, em parceria com a Universidade de Oviedo (Espanha). Formar e sensibilizar estudantes universitários para a relação histórica, cultural, económica e científica entre a Europa e o Mar são os grandes objectivos de uma iniciativa que, em 2006, levou 84 jovens a cumprir o primeiro “caminho marítimo” para a UIM.
A grande novidade desta edição passa pela participação inédita de alunos do ensino secundário. Terminadas que estão as candidaturas para oficiais superiores – entenda-se, universitários -, são dez os estudantes do 11º e 12º anos que, até 22 de Junho, se podem candidatar a fazer parte da tripulação de 74 “marinheiros” das universidades do Porto, de Oviedo e - pela primeira vez - do Algarve que vão subir a bordo do navio-escola “Creoula”. Assim se apresenta o veleiro da Armada Portuguesa reconvertido para possibilitar a vivência de jovens no mar e que, após cruzar os mares da Terra Nova durante 40 anos, volta a ser o centro da “missão UIM”.
Reunida a tripulação e a nau, falta traçar o melhor rumo para uma aventura que, à semelhança do ano passado, vai decorrer durante o mês de Agosto, em dois cursos diferentes. A decorrer de 1 a 14 de Agosto, o primeiro curso arranca na Escola Naval do Alfeite, em Lisboa, devendo os alunos subir a bordo do “Creoula” no dia 5, em pleno porto de Barcelona, para voltar via Palma de Maiorca. Já o segundo grupo reúne-se, a 12 de Agosto, na cidade de Avilés (Astúrias), iniciando, a partir de Palma de Maiorca, uma viagem com regresso marcado para o dia 26. Os dois cursos contam com a participação de estudantes portugueses e espanhóis que vão começar por ter formação em terra. A mesma compõe-se de quatro seminários relacionados com o tema que marca a edição deste ano da UIM: “O Mediterrâneo, um Espaço de Encontro entre Culturas”. Assimilada a teoria, e já a bordo do “Creoula”, os participantes vão complementar a formação itinerante com uma vivência intensiva da lide quotidiana do veleiro. Aqui, os “marinheiros” da UIM poderão trocar experiências para recordar num diário de bordo que, par ao primeiro curso, registará ainda passagens por Ajaccio (Córsega) e Mahón (ilha de Menorca). Já o segundo curso deixará a sua marca em Tânger e Portimão. Todos os estudantes terão também que realizar um projecto final com as suas “conquistas”, a ser entregue, já longe dos mares, a 5 de Novembro.»

In «Ciência Hoje», 2007-06-14

ADENDA: Notícia igualmente divulgada pelo Barlavento Online [AQUI]!!...

AÇORES - Intervenção do secretário regional da Presidência, Vasco Cordeiro, sobre a Presidência Portuguesa da União Europeia

«No próximo dia 1 de Julho Portugal assume a Presidência do Conselho da União Europeia, num momento em que a Europa se confronta com desafios importantes para o nosso futuro colectivo. Na verdade, desde a questão da reforma institucional, até às questões energéticas, desde o relacionamento com potências emergentes, até à definição de uma Política Marítima Europeia, julgo não ser exagerado afirmar que os olhos do Mundo estarão colocados em nós e na forma como liderarmos a Europa neste momento. Esta é, também, uma oportunidade para a Região Autónoma dos Açores reforçar a sua presença nas esferas de decisão comunitária, bem como para fomentar o conhecimento relativamente à realidade e potencialidade estratégica, insular, atlântica e ultraperiférica do nosso arquipélago.» (continua em comentário a este post). Fonte: [AQUI]

Friday, June 15, 2007

Universidade itinerante no navio-escola "Creoula" aberta a estudantes do secundário

(ADENDA: Fotografia escolhida aleatoriamente de entre dezenas que constam do CD compilado a bordo do navio-escola CREOULA por ocasião da viagem aos Açores de 26 de Julho a 9 de Agosto de 2005, que inclui fotografias de diversos instruendos, um dos quais a Sailor Girl, então chefe do grupo 3, CD esse que foi distribuído a instruendos e guarnição. Um anónimo denominado «IGAC», presumivelmente Inspecção-Geral de Assuntos Culturais, alertou-nos para o facto de se tratar de uma fotografia tirada por um dos participantes na referida viagem e que se encontra publicada na comédia trágico-marítima «Uma viagem... no Creoula, até aos "picos" dos Açores», de Teresa Mª Gamito. Sailor Girl folheou-o e lá encontrou, na página 156, a preto e branco, uma reprodução monocrómica da mesma. Fica assim explicado mais um episódio cómico-surrealista desta verdadeira saga.)
Porto, 15 Jun (Lusa) - Dez estudantes do ensino secundário deverão participar, este ano, na Universidade Itinerante do Mar (UIM), uma iniciativa conjunta das universidades do Porto e de Oviedo (Espanha) e da Marinha Portuguesa, anunciou hoje fonte da Universidade do Porto. A UIM é um projecto que vai transformar o navio-escola "Creoula" numa universidade itinerante durante o mês de Agosto.
Esta será a segunda edição do projecto, que visa "formar e sensibilizar estudantes universitários para a relação histórica, cultural, económica e científica entre a Europa e o Mar".
A edição de 2006 contou com a participação de 74 jovens universitários, sendo que este ano a iniciativa abre-se a dez estudantes do secundário. Em comunicado, a Universidade do Porto adianta que alunos dos 10º, 11º e 12º anos poderão candidatar-se a participar nesta UIM até dia 22, para assim integrar uma tripulação de "marinheiros" das duas universidades.
A iniciativa decorrerá, à semelhança do ano passado, em dois cursos diferentes. O primeiro, a decorrer na primeira quinzena de Agosto, arrancará na Escola Naval do Alfeite, em Lisboa, devendo os participantes embarcar no navio-escola no dia cinco, em Barcelona.
O segundo grupo reúne-se a 12 de Agosto, nas Astúrias, iniciando, a partir de Palma de Maiorca, uma viagem com regresso marcado para 26 de Agosto.
Os cursos, este ano subordinados ao tema "O Mediterrâneo, um Espaço de Encontro entre Culturas", incluem formação em terra e no mar, sendo que a bordo do "Creoula" os participantes "vão complementar a formação itinerante com uma vivência intensiva da lide quotidiana do veleiro". Os estudantes do secundário que se queiram candidatar a esta experiência deverão fazê-lo junto da Universidade do Porto, por telefone ou e-mail (educacao.continua@reit.up.pt). O processo de selecção dos candidatos irá ter em conta a aprovação num conjunto de vários exames médicos e todos os estudantes devem saber nadar.» Fonte: Agência LUSA, 15 de Junho de 2007

Thursday, June 14, 2007

CELEBRAR O MAR

«O mar é um elemento decisivo da construção de Portugal e da afirmação consciente do ser português. Foi do mar que brotou a alma colectiva que edificou a nossa Pátria, com a convicção íntima de si própria, e o seu carácter vincadamente diferenciado. É o mar que nos permitirá manter um conceito de vida português, distinto, por exemplo, de outros povos amigos com quem partilhamos o projecto político de formação de uma nova Europa. Todavia, vivemos num estado de insensibilidade colectiva relativamente ao mar! Por isso, é tão débil a noção de que o mar confere ao país uma capacidade de afirmação internacional muito maior do que aquela que decorre da dimensão física do seu território. Por isso, são tão desvalorizadas as ameaças à segurança nacional que, através do mar, encontram um mais fácil acesso. Por isso, se tira tão pouco partido da função do mar enquanto via de comunicação global de pessoas e bens. Por isso, se continua a poluir o mar, em níveis tão elevados, a exercer uma tremenda pressão urbanística sobre os espaços litorais, e a sobreexplorar os recursos marinhos. É a nossa actual indiferença mental relativamente ao mar, que nos impede de percepcionar convenientemente a sua importância para elevar e robustecer Portugal. Este problema é grave, e a sua solução passa, em primeira instância, por um enriquecimento da cultura marítima dos portugueses, porque só ela permitirá desenvolver os níveis de consciência necessários para se entender o real valor do mar para o nosso país. A cultura marítima, em sentido filosófico, designa a vida intelectual ou o pensamento crítico e reflexivo dos portugueses sobre o mar. Por um lado, compreende o estudo das ciências e das artes ligadas ao mar e, por outro lado, aplica-se à designação de um estado de perfeição intelectual e moral sobre os assuntos do mar, normalmente atingido apenas por algumas elites nacionais. Em sentido sociológico, a cultura marítima traduz o conjunto de estilos, de métodos e de valores materiais que, juntamente com os bens morais relacionados com o mar, foram adoptados pelos portugueses. Neste contexto, abrange quer um acervo de apetrechos e de instrumentos marítimos, quer um conjunto de hábitos corporais ou mentais marítimos, que servem directamente para a satisfação das necessidades de desenvolvimento e segurança dos portugueses. A contradição aparente entre a natureza psicológica do homem e o facto de que a cultura marítima, em sentido sociológico, transcende o indivíduo, deu origem, entre nós, ao conceito metafísico de mentalidade marítima. Foi este conceito filosófico e artístico, que fez nascer Portugal como pátria de um povo marítimo. No entanto, na actualidade precisa de ser fortalecido, para que, usando o mar, possamos valorizar o que fomos, o que somos e o que queremos ser, e que possamos pensar o mar como elemento fulcral da nossa vida colectiva, em função do qual poderemos conceber e pôr em prática os novos grandes projectos nacionais. Estes, serão assumidos por uma faculdade ou potência interior, em virtude da qual cada português manifestará um desejo, uma intenção, uma pretensão, uma tendência, uma disposição de espírito, ou uma propensão mais ou menos irresistível para a realização de actos de génese marítima. Isto é, cada um de nós determinar-se-á fazer o que lhe compete na óptica do interesse nacional, tendo o mar como referência. Será esta força intangível, vulgarmente designada por vontade marítima nacional e composta por fundamentos espirituais, intelectuais e materiais, que permitirá a mobilização dos portugueses na prossecução daqueles projectos colectivos, garantindo os desempenhos estratégicos que elevarão e robustecerão Portugal. A Marinha, ao celebrar anualmente o mar a 20 de Maio, evoca a data histórica da chegada de Vasco da Gama a Calecute, e procura fortalecer a mentalidade marítima dos portugueses e animar os fundamentos espirituais, intelectuais e materiais da vontade marítima nacional. Para isso, as nossas cerimónias estimulam os sentimentos, as ideias e as tradições do povo relativamente ao mar, partilhando o acervo tão diversificado do Museu de Marinha, do Aquário Vasco da Gama e do Planetário Calouste Gulbenkian. As iniciativas da Comissão Cultural da Marinha, da Academia de Marinha, da Biblioteca Central da Marinha, da Escola Naval, do Instituto Hidrográfico, da Revista da Armada e da Banda da Armada, divulgam as artes e ciências ligadas ao mar e contribuem para o aperfeiçoamento intelectual e moral dos portugueses sobre os assuntos do mar. A presença dos navios, dos fuzileiros e dos mergulhadores, bem como dos vários organismos da Direcção-Geral da Autoridade Marítima e da Polícia Marítima, têm como propósito fundamental evocar a presença de Portugal no mar.

Ao CELEBRAR O MAR, a Marinha festeja um passado que importa preservar e projectar no futuro que se quer construir, abrindo novas oportunidades à Nação. Porém, mais do que um momento de exaltação corporativa, é sempre uma manifestação inequívoca da perfeita e secular simbiose do País com a sua Marinha
In «REVISTA DA ARMADA» (fotografias e texto), edição de Junho de 2007

CRPM defende Regiões Ultraperiféricas na futura Política Marítima

(Baleias a dar a volta ao Pico... Integra um slideshow fabuloso que a Susana Martins me remeteu dos Açores, para «...matar saudades»)
«O parecer sobre o Livro Verde da Política Marítima Europeia aprovado, por unanimidade, na reunião do Bureau Político da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas da Europa (CRPM) realizada em Augustów, na região polaca de Podlaskie, defende a adopção de uma política europeia integrada e multi-sectorial para os assuntos do mar. No documento, aquele órgão da CRPM, que agrupa mais de 150 regiões periféricas da Europa e em cuja reunião participou o director regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa, Rodrigo Oliveira, alerta, também, para a necessidade de, no estabelecimento da nova estratégia marítima, serem considerados os diferentes níveis de governação, com respeito pelo princípio da subsidiariedade, e as várias áreas e realidades geográficas da Europa. Nesse quadro, defende a introdução no Livro Verde da Política Marítima Europeia de diversas propostas com interesse directo para os Açores, quer em relação às ilhas em geral como, mais especificamente, no que toca às regiões ultraperiféricas. A CRPM propõe, nomeadamente, a introdução de uma grande flexibilidade de medidas no futuro plano de acção sobre política marítima da União Europeia, de modo a melhor tirar partido das vantagens e, também, a compensar as limitações das realidades insulares. Em relação às regiões ultraperiféricas, o parecer chama a atenção para a necessidade de protecção do ambiente marinho e preservação de uma biodiversidade marinha que considera excepcional.
A CRPM defende, igualmente, a necessidade de uma política adaptada e integrada ao contexto geográfico e ambiental das Regiões Ultraperiféricas (RUP), muito em particular no que diz respeito às pescas e à salvaguarda dos seus recursos.
Uma das propostas inovadoras da CRPM com interesse para os Açores, ligada à governação e boas práticas, defende o lançamento de um "rótulo" da União Europeia destinado a regiões com uma política exemplar nas áreas dos assuntos do mar, que permitiria a tais regiões serem positivamente descriminadas, em relação à atribuição de futuros instrumentos financeiros da União, como um eventual "Fundo Costeiro".
Num comentário ao parecer, Rodrigo Oliveira considerou "extremamente positivo o facto de um documento, necessariamente abrangente para a abarcar os interesses de mais de 150 regiões periféricas da Europa, ter consagrado um capítulo não só à realidade insular, como também às RUP, indo, para mais, de encontro ao teor do contributo dos Açores entregue à Comissão Europeia".»
in [DIÁRIO DOS AÇORES], 13/06/2007

Tuesday, June 12, 2007

À MEMÓRIA

(Pintura do paquete INFANTE DOM HENRIQUE da autoria do [Mestre Fernando Lemos Gomes] - Original integrante da colecção particular de [Luís Miguel Correia])
«Foram-se os Navios e ficou a memória de uma bela frota desaparecida que não soubemos conservar nem substituir. Faltaram as políticas e os Armadores, os marinheiros foram desaparecendo também na desilusão das rotas do Império perdidas. Quase todos estes navios eram unidades vocacionadas para as ligações com o Ultramar. De todos eles resta o FUNCHAL, graças a um grande Amigo de Portugal e dos navios Portugueses que veio para Lisboa em 1985 quando comprou o navio FUNCHAL em hasta pública à Comissão Liquidatária da CTM. Falo do armador George Petrus Potamianos, que comprou igualmente o INFANTE DOM HENRIQUE em 1986 e o transformou no navio de cruzeiros VASCO DA GAMA. Os quatro paquetes que actualmente compõem a frota da CLASSIC INTERNATIONAL CRUISES de George Potamianos têm todos bandeira Portuguesa e tripulações parcialmente portuguesas. De entre estes navios, destaque para o FUNCHAL, construído em 1961 segundo inspiração do Sr. Vasco Bensaude para a Empresa Insulana. Das memórias passadas, o paquete FUNCHAL é hoje a mais genuína, pois ainda navega orgulhosamente por [LUIS MIGUEL CORREIA]

Monday, June 11, 2007

PARA QUE A CULPA NÃO MORRA SOLTEIRA!...

(Clique na imagem para a ampliar)
ESTOU MESMO MUITO REVOLTADA!...

ESTES POSTAIS SÃO LINDÍSSIMOS - RELÍQUIAS, MESMO - E DEVERIAM ESTAR NA EXPOSIÇÃO DO PORTO DE LISBOA IN MEMORIAM DA CHACINA PROMOVIDA POR ALGUÉM ALGURES NO TEMPO QUE LEVOU AO DESMANTELAMENTO DOS NOSSOS NAVIOS E AO DECLÍNIO DA NOSSA MARINHA MERCANTE!!!!! Da esquerda para a direita e de cima para baixo:

  • N/m AMBOIM (naufragado em Cascais em 1974);
  • Paquetes ANGOLA (desmantelado na Formosa em 1974) ou MOÇAMBIQUE (desmantelado na mesma ilha da China em 1972);
  • Paquete ANGRA DO HEROÍSMO (desmantelado em Espanha em 1974);
  • Cargueiro n/m BENGUELA (durou até ao final da década de setenta);
  • Paquete FUNCHAL de 1961 (é o único destes navios ainda em serviço);
  • N/m GANDA (navegou até à década de 1980);
  • Paquete IMPÉRIO (vendido para sucata em 1974);
  • Paquetes INDIA ou TIMOR (vendidos em 1970 e 1974 para a companhia Guan Guan Shipping de Singapura e acabaram a fazer carreiras entre Singapura e a R.P. da CHINA. O INDIA foi desmantelado em 1977 e o TIMOR em 1984);
  • Paquete INFANTE DOM HENRIQUE (desmantelado na China em 2004, cheio de obras de arte originais portuguesas a bordo, que se perderam).

Mais informações no Blogue [SHIPS & THE SEA].

IN MEMORIAM

Enquanto não produzo o slideshow que o assunto merece, fiquem com algumas das imagens que obtive com o meu telemóvel do FANTÁSTICO FILME que está a ser exibido em sessão contínua das 10h00 às 18h00 (de Terça-feira a Domingo), até 31 de Julho de 2007, na sala anexa à da Exposição de Fotografias na Estação Marítima da Rocha. Recordo que a entrada é livre e gratuita.
Bastante comovente esta imagem do Cais das Colunas...

... E da Rua Augusta, nos anos 60, perto da varanda da Prima Sarah...

... Um dos sobreviventes do «Holocausto» a que o vogal do Centro Náutico Moitense se refere em comentário ao post anterior... «Que linda falua que lá ia, lá ia!... Era uma falua que ia para Belém!...»

Deixo-vos com o comentário do Vogal do Centro Náutico Moitense à mensagem anterior:

«A Administração do Porto de Lisboa, para além do filme que reproduz a vida vibrante do Tejo e que iremos todos ver (...), deveria pedir desculpa pública pelo holocausto de milhares de embarcações do Tejo. A Administração do Porto de Lisboa perseguiu e fez queimar na fogueira do ódio quase todas as embarcações do Tejo. A Administração do Porto de Lisboa, ao exigir que se lhe pague por praias que abandonou, por cais que abandonou, por pontes que abandonou, por docas assoreadas que abandonou, exigiu que pessoas humildes tivessem, a sangrar, que fazer arder ou enterrar vivas no lodo as suas embarcações porque nao podiam pagar, pois os fretes com as pontes tinham acabado... Estamos a ver uma operação de branqueamento em marcha, desta vez não deixaremos... As embarcações que resistiram e as que se constróem têm um rio completamente assoreado e não terão um cais na cidade de Lisboa.

A Administração do Porto de Lisboa tem o sangue e o cheiro de embarcações ardidas e enterradas vivas nas mãos! Nós velejamos neste Sábado da Moita, por Lisboa, pelo Seixal, pelo Barreiro de regresso à Moita... A Administração do Porto de Lisboa abandonou o rio, é um latifundiário ausente, o Tejo foi abandonado pelo seu proprieáario que exige o pagamento a quem lhe dá animação, a quem lhe pode dar a vida que a Administração do Porto de Lisboa lhe tirou nos anos do holocausto e lhe vai completamente tirar porque, em muito pouco tempo, não haverá cais em Lisboa...

Mas vamos todos ver o filme para perceber a dimensão do holocausto... A Rocha do Conde D'Óbidos deveria ser transformada no Museu do Holocausto da embarcações do Tejo para que ninguém se esqueca... VAMOS TODOS VER O FILME PARA NÃO DEIXAR O HOLOCAUSTO PASSAR EM CLARO».

DESTAQUE DESTE FIM-DE-SEMANA

(No filme que vi na Estação Marítima da Rocha, esta fragata não se sentiria tão só...)
No Sábado à noite, o F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O passeio a bordo do «Príncipe Perfeito», em que se lançou a iniciativa «TEJO UNPLUGGED»!... Num dos salões do navio, um quinteto de Chorinho; no outro, um duo de Jazz clássico (saxofone e contrabaixo)! E uma ventosga assinalável... acompanhada de tostas mistas e pregos de chorar por mais!...

No Domingo, o filme E-S-P-E-C-T-A-C-U-L-A-R que pode ser visto em sessões contínuas (no âmbito do Centenário do Porto de Lisboa), de Terça-feira a Domingo, das 10h00 às 18h00, até 31 de Julho de 2007, na Estação Marítima da Rocha, na Rocha do Conde d'Óbidos (entrada livre e gratuita), retratando tempos idos, em meados dos anos 60 e 70, em que o MAR e o TEJO importavam para os Portugueses, com o rio repleto de canoas, varinos, fragatas, faluas, catraios e outras embarcações abastecendo paquetes, cargueiros e outros navios, com cacilheiros e gaivotas e gruas à mistura... De tal forma comovente que não consegui conter as lágrimas ao avistar o «INFANTE DOM HENRIQUE» (o primeiro navio em que naveguei, com dois anos de idade...) a atracar no Cais da Rocha ao lado do «CANBERRA», em Julho de 1964, coincidindo, de acordo com o historiador Luís Miguel Correia, com a primeira visita deste último a Lisboa.

Uma palavra de agradecimento ao Sr. Octávio, funcionário do Porto de Lisboa, que me permitiu ficar na gare marítima até às 19h00... para poder visualizar o filme até ao fim!... Ainda há gente boa!... OBRIGADA SENHOR OCTÁVIO!!! IREI AÍ DE NOVO BREVEMENTE!!!...

Mais informações e fotografias assim que possível.