Tuesday, October 9, 2007
Roteiro da Ciência dedicado ao mar
«Cavaco quer que Governo passe da retórica à acção»,
O património marítimo representa uma enorme riqueza da qual os portugueses estão «alienados». Cavaco considera que chegou a hora de Portugal se voltar de novo para o mar. É tempo de «passar da retórica para acção» no que diz respeito ao património marítimo português, afirmou o Presidente da República a bordo do navio D. Carlos I, fundeado na Horta. Na jornada do Roteiro da Ciência dedicado ao mar, depois de ter dado uma volta ao largo do Faial no outro navio – o Almirante Gago Coutinho -, Cavaco disse que tem a sensação que o património marítimo «está insuficientemente explorado» e que os portugueses até vivem em grande parte «alheados do mar». Por isso, o Presidente coloca grandes expectativas na conferência dos ministros europeus dos Assuntos do Mar, que decorre dentro de dias e irá discutir as propostas de políticas marítimas europeias. Mas também no plano de acção português que o Governo está a preparar e que, afirmou, «chega em boa hora».
Nesta jornada dedicada ao mar, o Presidente visitou o que considera serem «dois bons exemplos»: a Universidade dos Açores e os navios hidrográficos que estão a trabalhar no âmbito da unidade de missão para a extensão da plataforma continental portuguesa. Em relação aos navios disse que «não houve reclamações quanto a equipamentos». Já quanto ao Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, que desenvolve um trabalho de excelência em condições precárias, nomeadamente em contentores, o Presidente anunciou que vai «receber novas instalações», estando para breve a sua transferência para o antigo hospital da Horta.
Esta terceira jornada do Roteiro da Ciência, que decorreu durante a manhã, deveria ter tido um primeiro dia a 1 de Outubro, no Algarve, que foi adiado devido à morte do pai do Presidente. A intenção de dedicar uma jornada ao mar foi anunciada por Cavaco Silva no discurso do 10 de Junho. A acompanhá-lo, o PR teve os secretários de Estado das Pescas e da Defesa e Assuntos do Mar, além do ministro da Presidência, que acompanha toda a visita aos Açores. Esta é a primeira vez que o ministro da Ciência, Mariano Gago, não acompanha um Roteiro da Ciência.»
Por [Eunice Lourenço], in Semanário SOL
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Monday, August 27, 2007
CHAPEAU!!!...
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Jornadas «A Sociedade Civil e o Mar» - Programação das Actividades
Em 2007, a Sociedade de Geografia de Lisboa por intermédio da sua Secção de Geografia dos Oceanos pretende dar continuidade às Jornadas “A Sociedade Civil e o Mar” iniciadas em 1999, com a finalidade de contribuir para a consciencialização pública relativamente à importância dos oceanos e das zonas costeiras, em termos dos valores que representam e dos riscos que enfrentam. As acções em curso visam:
a) Contribuir para a comemoração do Dia Nacional do Mar, institucionalizado pela Resolução n.º 83/98 do Conselho de Ministros; b) Abordar as questões suscitadas pela Agenda do Oceano; e c) Divulgar nas suas diversas expressões a Nossa Cultura do Mar, incluindo a vulgarização do conhecimento oceanográfico, de modo a contribuir para uma renovada assunção do mar, desígnio permanente de Portugal. O reconhecimento da importância do âmbito local no desenvolvimento sustentável das actividades marítimas suscitou por parte da Sociedade de Geografia de Lisboa a proposta do tema “As comunidades ribeirinhas e o desenvolvimento local” para o Dia Nacional do Mar de 2007, que está a ser abordada em quatro sessões públicas:
- Em 26 de Abril passado, o contributo suscitado pela discussão do Livro Verde “Para uma futura política marítima da União: Uma visão europeia para os oceanos e os mares”, do que resultou uma proposta de programa comunitário de identificação e valorização das identidades ribeirinhas europeias apresentada à Comissão Europeia;
- Em 19 de Setembro, “O Fundo Europeu para as Pescas”;
- Em 11 de Outubro, Encontro ”O contributo da Ciência e da Tecnologia”; e
- Em 16 de Novembro, Seminário “Uma identidade marítima plural e europeia”.
Por iniciativa da Sociedade de Geografia de Lisboa, a comemoração do Dia Nacional do Mar de 2007 em 16 de Novembro inclui, além do supracitado Seminário, a organização no final da tarde de uma sessão solene. Ainda nesse dia, o carimbo comemorativo criado por especial deferência da Direcção de Filatelia dos CTT será aposto em local a designar. Está prevista a edição de um cartaz alusivo e a cunhagem de uma medalha comemorativa, que prossegue a série iniciada em 1999, sendo os exemplares sobrantes da subscrição pública postos à venda durante o dia 16 de Novembro. Um apontamento final sobre iniciativas em desenvolvimento pela Secção de Geografia dos Oceanos, com o intuito de destacar:
a) O esforço de divulgação da Nossa Cultura do Mar nas suas diversas expressões atende prioritariamente à implantação da Rede Nacional de Cultura do Mar com a organização do seu segundo Encontro e à concretização do seu instrumento de trabalho, o projecto “Portal do Mar”;
b) O desenvolvimento de parcerias e outras formas de cooperação com instituições, públicas e privadas, e a sociedade civil conducentes a uma ampla divulgação e adesão no âmbito nacional ao tema “As comunidades ribeirinhas e o desenvolvimento local” e ao aprofundamento de iniciativas locais propiciadoras do encontro das comunidades, sendo propostas concretas de trabalho os projectos “Fórum do Tejo: encontro das comunidades estuarinas” e “Embarcações tradicionais: um património vivo”. Informação adicional pode ser obtida na página da Sociedade de Geografia de Lisboa (http://socgeografia-lisboa.planetaclix.pt/dia_mar2007.htm), na secretaria da mesma Sociedade (telefone 213 425 401/5 068, fax 213 464 553) ou por e-mail dirigido ao presidente da Secção de Geografia dos Oceanos, Contra-Almirante José Bastos Saldanha(jbsaldanha@sapo.pt). Agradece-se os comentários, a participação e a divulgação desta informação preliminar.
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Wednesday, August 8, 2007
Marina do Parque das Nações apoia candidatura de cultura avieira a património nacional
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Creoula distinguido com prémio internacional
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Thursday, July 19, 2007
CEM POR CENTO LUSITANO

(Todas as fotografias deste post são copyright de Luís Miguel Correia)
Depois da linda cerimónia de Baptismo, na Sexta-feira dia 18 de Maio de 2007, que relatámos em posts anteriores, o «CORVO» foi ontem entregue impecável ao Armador!... E mais uma vez... nem uma linha na LUSA a abençoar a iniciativa privada que resultou na construção deste belíssimo navio [INFO], um Navio Português construído em Portugal por Portugueses para Portugueses!... E que, como tal, custou 19 de milhões de euros, quando é certo que, se tivesse sido construído na China, teria custado 15 milhões... Mas não teria dado emprego aos funcionários dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (com os benefícios inerentes para as respectivas Famílias e para a Região), nem teria sido construído com a motivação que decorre do orgulho e do engenho e arte Portugueses! [LER TAMBÉM AQUI]
Diversas imagens do «CORVO» tiradas ontem por [Luís Miguel Correia] em Viana do Castelo, que gentilmente me remeteu, e nos informa que o navio foi entregue às 13h00 ao armador, mudando a bandeira do estaleiro pela da Mutualista Açoreana, do Grupo Bensaude.
Um bom exemplo do engenho e arte dos Portugueses!
Mudança de bandeiras e outros pormenores da cerimónia de entrega do novo CORVO ontem, em Viana do Castelo. Para mais fotografias, ver o [Blogue dos Navios e do Mar].
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POLÍTICA MARÍTIMA EUROPEIA
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Tuesday, July 17, 2007
Navio «Almirante Gago Coutinho» nos Açores
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Friday, July 6, 2007
O CENTRO NÁUTICO MOITENSE ESTEVE REPRESENTADO NA CERIMÓNIA!...
A cerimónia, presidida pelo Comandante da Flotilha, CALM Tavares de Almeida, teve início com a guarnição formada no cais onde, perante todos os convidados, foram proferidos discursos pelo Comandante do navio, CFR Silva Ramos, pelo Prof. Pinto Abreu, representante da instituição que iria embarcar em mais uma missão do navio e pelo Prof. Miguel Sequeira, Presidente da Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar. Seguidamente, foi descerrada a bordo uma placa comemorativa do evento, tendo o CALM Tavares de Almeida efectuado um discurso alusivo, a que se seguiu um almoço. No final do almoço foram entregues medalhas comemorativas aos antigos Comandantes do Navio, homenageando no nome deles todas as guarnições que cumpriram serviço no Creoula, quer durante as campanhas do bacalhau, quer durante a sua actual missão de Navio de Treino de Mar. A cerimónia terminou com o Bolo de Aniversário, cantando-se os merecidos “Parabéns” ao Navio. Após 70 anos, o “Creoula”, o último bacalhoeiro português e único Navio de Treino de Mar Nacional, continua a representar a ligação viva de um passado da maior importância histórica a um presente de serviço à cultura e à formação da juventude portuguesa, na perpetuação de uma tradição marítima sem igual no mundo. (Colaboração do NTM “Creoula”)» in [Revista da Armada], edição de Julho de 2007, a quem agradecemos a referencia ao Centro Náutico Moitense!...
Mais informações no [Blogue do Creoula] e no [Blogue do Creoula na Imprensa].
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Monday, June 25, 2007
DESTAQUE ESPECIAL
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Monday, June 18, 2007
Universidade Itinerante alarga tripulação à conquista dos mares da Europa
In «Ciência Hoje», 2007-06-14
ADENDA: Notícia igualmente divulgada pelo Barlavento Online [AQUI]!!...
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AÇORES - Intervenção do secretário regional da Presidência, Vasco Cordeiro, sobre a Presidência Portuguesa da União Europeia
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Friday, June 15, 2007
Universidade itinerante no navio-escola "Creoula" aberta a estudantes do secundário
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Thursday, June 14, 2007
CELEBRAR O MAR
«O mar é um elemento decisivo da construção de Portugal e da afirmação consciente do ser português. Foi do mar que brotou a alma colectiva que edificou a nossa Pátria, com a convicção íntima de si própria, e o seu carácter vincadamente diferenciado. É o mar que nos permitirá manter um conceito de vida português, distinto, por exemplo, de outros povos amigos com quem partilhamos o projecto político de formação de uma nova Europa.
Todavia, vivemos num estado de insensibilidade colectiva relativamente ao mar! Por isso, é tão débil a noção de que o mar confere ao país uma capacidade de afirmação internacional muito maior do que aquela que decorre da dimensão física do seu território. Por isso, são tão desvalorizadas as ameaças à segurança nacional que, através do mar, encontram um mais fácil acesso. Por isso, se tira tão pouco partido da função do mar enquanto via de comunicação global de pessoas e bens. Por isso, se continua a poluir o mar, em níveis tão elevados, a exercer uma tremenda pressão urbanística sobre os espaços litorais, e a sobreexplorar os recursos marinhos.
É a nossa actual indiferença mental relativamente ao mar, que nos impede de percepcionar convenientemente a sua importância para elevar e robustecer Portugal. Este problema é grave, e a sua solução passa, em primeira instância, por um enriquecimento da cultura marítima dos portugueses, porque só ela permitirá desenvolver os níveis de consciência necessários para se entender o real valor do mar para o nosso país.
A cultura marítima, em sentido filosófico, designa a vida intelectual ou o pensamento crítico e reflexivo dos portugueses sobre o mar. Por um lado, compreende o estudo das ciências e das artes ligadas ao mar e, por outro lado, aplica-se à designação de um estado de perfeição intelectual e moral sobre os assuntos do mar, normalmente atingido apenas por algumas elites nacionais.
Em sentido sociológico, a cultura marítima traduz o conjunto de estilos, de métodos e de valores materiais que, juntamente com os bens morais relacionados com o mar, foram adoptados pelos portugueses. Neste contexto, abrange quer um acervo de apetrechos e de instrumentos marítimos, quer um conjunto de hábitos corporais ou mentais marítimos, que servem directamente para a satisfação das necessidades de desenvolvimento e segurança dos portugueses.
A contradição aparente entre a natureza psicológica do homem e o facto de que a cultura marítima, em sentido sociológico, transcende o indivíduo, deu origem, entre nós, ao conceito metafísico de mentalidade marítima. Foi este conceito filosófico e artístico, que fez nascer Portugal como pátria de um povo marítimo. No entanto, na actualidade precisa de ser fortalecido, para que, usando o mar, possamos valorizar o que fomos, o que somos e o que queremos ser, e que possamos pensar o mar como elemento fulcral da nossa vida colectiva, em função do qual poderemos conceber e pôr em prática os novos grandes projectos nacionais. Estes, serão assumidos por uma faculdade ou potência interior, em virtude da qual cada português manifestará um desejo, uma intenção, uma pretensão, uma tendência, uma disposição de espírito, ou uma propensão mais ou menos irresistível para a realização de actos de génese marítima. Isto é, cada um de nós determinar-se-á fazer o que lhe compete na óptica do interesse nacional, tendo o mar como referência. Será esta força intangível, vulgarmente designada por vontade marítima nacional e composta por fundamentos espirituais, intelectuais e materiais, que permitirá a mobilização dos portugueses na prossecução daqueles projectos colectivos, garantindo os desempenhos estratégicos que elevarão e robustecerão Portugal.
A Marinha, ao celebrar anualmente o mar a 20 de Maio, evoca a data histórica da chegada de Vasco da Gama a Calecute, e procura fortalecer a mentalidade marítima dos portugueses e animar os fundamentos espirituais, intelectuais e materiais da vontade marítima nacional. Para isso, as nossas cerimónias estimulam os sentimentos, as ideias e as tradições do povo relativamente ao mar, partilhando o acervo tão diversificado do Museu de Marinha, do Aquário Vasco da Gama e do Planetário Calouste Gulbenkian. As iniciativas da Comissão Cultural da Marinha, da Academia de Marinha, da Biblioteca Central da Marinha, da Escola Naval, do Instituto Hidrográfico, da Revista da Armada e da Banda da Armada, divulgam as artes e ciências ligadas ao mar e contribuem para o aperfeiçoamento intelectual e moral dos portugueses sobre os assuntos do mar. A presença dos navios, dos fuzileiros e dos mergulhadores, bem como dos vários organismos da Direcção-Geral da Autoridade Marítima e da Polícia Marítima, têm como propósito fundamental evocar a presença de Portugal no mar.

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CRPM defende Regiões Ultraperiféricas na futura Política Marítima
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Tuesday, June 12, 2007
À MEMÓRIA
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Monday, June 11, 2007
PARA QUE A CULPA NÃO MORRA SOLTEIRA!...
ESTES POSTAIS SÃO LINDÍSSIMOS - RELÍQUIAS, MESMO - E DEVERIAM ESTAR NA EXPOSIÇÃO DO PORTO DE LISBOA IN MEMORIAM DA CHACINA PROMOVIDA POR ALGUÉM ALGURES NO TEMPO QUE LEVOU AO DESMANTELAMENTO DOS NOSSOS NAVIOS E AO DECLÍNIO DA NOSSA MARINHA MERCANTE!!!!! Da esquerda para a direita e de cima para baixo:
- N/m AMBOIM (naufragado em Cascais em 1974);
- Paquetes ANGOLA (desmantelado na Formosa em 1974) ou MOÇAMBIQUE (desmantelado na mesma ilha da China em 1972);
- Paquete ANGRA DO HEROÍSMO (desmantelado em Espanha em 1974);
- Cargueiro n/m BENGUELA (durou até ao final da década de setenta);
- Paquete FUNCHAL de 1961 (é o único destes navios ainda em serviço);
- N/m GANDA (navegou até à década de 1980);
- Paquete IMPÉRIO (vendido para sucata em 1974);
- Paquetes INDIA ou TIMOR (vendidos em 1970 e 1974 para a companhia Guan Guan Shipping de Singapura e acabaram a fazer carreiras entre Singapura e a R.P. da CHINA. O INDIA foi desmantelado em 1977 e o TIMOR em 1984);
- Paquete INFANTE DOM HENRIQUE (desmantelado na China em 2004, cheio de obras de arte originais portuguesas a bordo, que se perderam).
Mais informações no Blogue [SHIPS & THE SEA].
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IN MEMORIAM
Enquanto não produzo o slideshow que o assunto merece, fiquem com algumas das imagens que obtive com o meu telemóvel do FANTÁSTICO FILME que está a ser exibido em sessão contínua das 10h00 às 18h00 (de Terça-feira a Domingo), até 31 de Julho de 2007, na sala anexa à da Exposição de Fotografias na Estação Marítima da Rocha. Recordo que a entrada é livre e gratuita.
... E da Rua Augusta, nos anos 60, perto da varanda da Prima Sarah...
... Um dos sobreviventes do «Holocausto» a que o vogal do Centro Náutico Moitense se refere em comentário ao post anterior...
«Que linda falua que lá ia, lá ia!... Era uma falua que ia para Belém!...»
Deixo-vos com o comentário do Vogal do Centro Náutico Moitense à mensagem anterior:
«A Administração do Porto de Lisboa, para além do filme que reproduz a vida vibrante do Tejo e que iremos todos ver (...), deveria pedir desculpa pública pelo holocausto de milhares de embarcações do Tejo. A Administração do Porto de Lisboa perseguiu e fez queimar na fogueira do ódio quase todas as embarcações do Tejo. A Administração do Porto de Lisboa, ao exigir que se lhe pague por praias que abandonou, por cais que abandonou, por pontes que abandonou, por docas assoreadas que abandonou, exigiu que pessoas humildes tivessem, a sangrar, que fazer arder ou enterrar vivas no lodo as suas embarcações porque nao podiam pagar, pois os fretes com as pontes tinham acabado... Estamos a ver uma operação de branqueamento em marcha, desta vez não deixaremos... As embarcações que resistiram e as que se constróem têm um rio completamente assoreado e não terão um cais na cidade de Lisboa.
A Administração do Porto de Lisboa tem o sangue e o cheiro de embarcações ardidas e enterradas vivas nas mãos! Nós velejamos neste Sábado da Moita, por Lisboa, pelo Seixal, pelo Barreiro de regresso à Moita... A Administração do Porto de Lisboa abandonou o rio, é um latifundiário ausente, o Tejo foi abandonado pelo seu proprieáario que exige o pagamento a quem lhe dá animação, a quem lhe pode dar a vida que a Administração do Porto de Lisboa lhe tirou nos anos do holocausto e lhe vai completamente tirar porque, em muito pouco tempo, não haverá cais em Lisboa...
Mas vamos todos ver o filme para perceber a dimensão do holocausto... A Rocha do Conde D'Óbidos deveria ser transformada no Museu do Holocausto da embarcações do Tejo para que ninguém se esqueca... VAMOS TODOS VER O FILME PARA NÃO DEIXAR O HOLOCAUSTO PASSAR EM CLARO».
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DESTAQUE DESTE FIM-DE-SEMANA
No Domingo, o filme E-S-P-E-C-T-A-C-U-L-A-R que pode ser visto em sessões contínuas (no âmbito do Centenário do Porto de Lisboa), de Terça-feira a Domingo, das 10h00 às 18h00, até 31 de Julho de 2007, na Estação Marítima da Rocha, na Rocha do Conde d'Óbidos (entrada livre e gratuita), retratando tempos idos, em meados dos anos 60 e 70, em que o MAR e o TEJO importavam para os Portugueses, com o rio repleto de canoas, varinos, fragatas, faluas, catraios e outras embarcações abastecendo paquetes, cargueiros e outros navios, com cacilheiros e gaivotas e gruas à mistura... De tal forma comovente que não consegui conter as lágrimas ao avistar o «INFANTE DOM HENRIQUE» (o primeiro navio em que naveguei, com dois anos de idade...) a atracar no Cais da Rocha ao lado do «CANBERRA», em Julho de 1964, coincidindo, de acordo com o historiador Luís Miguel Correia, com a primeira visita deste último a Lisboa.
Uma palavra de agradecimento ao Sr. Octávio, funcionário do Porto de Lisboa, que me permitiu ficar na gare marítima até às 19h00... para poder visualizar o filme até ao fim!... Ainda há gente boa!... OBRIGADA SENHOR OCTÁVIO!!! IREI AÍ DE NOVO BREVEMENTE!!!...
Mais informações e fotografias assim que possível.
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