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Wednesday, August 12, 2009

ABC WEDNESDAY - # 31 (D)

(Photo by Sailor Girl. Click to better view)
«D» is for «DEMOCRACY» and for Portuguese King «D. Carlos I», also an important Portuguese oceanographic navy ship (in the above photo, with the traditional sailing barge of the Tagus «OLIVEIRA E BATISTA», from Sarilhos Pequenos, built in 1955 and also member of the Tagus Navy and registered to participate at the Race of Atlântico Azul). A contribution to ABC Wednesday, now on its Round 5, of which I am a proud (but a bit absent) team member!!!!... And thus... «D» is also for «DENISE» (the ABC Wednesday's mentor)!!! And for «DINA» (from Jerusalem)!!! And for Leif's «DISLEXY» as he never catches up with us!! How 'bout that, huh?!...
Com a autorização do respectivo autor, reproduzo o post [REALEZA NAVAL], de Luís Miguel Correia, que em 6 de Fevereiro de 2008, a propósito deste navio, referiu o seguinte:
«Sistema político que caracterizou Portugal durante quase 800 anos, a Monarquia está presente em detalhes diversos de navios actuais. O nome do malogrado Rei D. Carlos está atribuído ao navio oceanográfico NRP D. CARLOS I, homenageando a vertente oceanográfica de homem de ciência que foi o penúltimo Rei português. (...) Entretanto, na proa da Fragata D. FERNANDO SEGUNDO E GLÓRIA, o avô de D. Carlos contempla o largo de Cacilhas, pois o navio encontra-se desde Novembro na doca seca da Parry & Son para reparação.»

Monday, December 1, 2008

Mensagem de S.A.R. Dom Duarte de Bragança, de 1 de Dezembro de 2008

«Portugueses: No 1º de Dezembro de 1640, os nossos antepassados devolveram Portugal aos Portugueses. Souberam responder à crise do seu tempo, lutando pela nossa independência. Hoje, olhamos para o nosso país, e vemos que se acentua a dependência externa e a obediência a directivas quantas vezes alheias à nossa própria vontade. Anunciam-se dias difíceis. Parece evidente que 2009 será pior que os já duros anos recentes, particularmente para os mais desfavorecidos. É nos momentos de provação que se testa a alma de um povo. Para enfrentar a crise e manter a coesão social devemos invocar os valores espirituais da nossa cultura e vivermos em coerência com a nossa identidade e tradição. O reforço dos laços familiares, o sentido de comunidade e de povo são atitudes urgentes e decisivas em alturas como esta. Enfrentámos muitos problemas terríveis ao longo da nossa História, que o nosso ânimo conseguiu ultrapassar. E daqui apelo aos instintos de iniciativa e solidariedade, de generosidade e de engenho. É preciso ampliar a visão, ensaiar ousadia, e confiar a nós mesmos a garantia de desenvolvimento sustentado. Vivemos uma ocasião propícia para rever as nossas prioridades. Devemos aprender a viver melhor consumindo menos, poupando os recursos limitados do nosso planeta. Para isso é importante apoiar a acção pedagógica de cientistas e organizações ambientalistas. Somos o país europeu com a menor percentagem de filiados nestes movimentos, que mereciam mais representação parlamentar. A hora é de investir no povo português. As grandes opções para o nosso desenvolvimento têm agora uma oportunidade única para alterarem o rumo. Em vez de se deixar bloquear por falta de critérios técnicos ou por pressões de interesses, o Estado, o sector privado e as associações devem dar as mãos para ultrapassarmos as dificuldades. Queremos medidas mais justas e mais equitativas, e não apenas declarações que chegam tantas vezes tarde demais… Como disse, a hora é de investir no povo português. É o que têm feito as famílias portuguesas que, com muito sacrifício, apostam na educação dos seus filhos. A qualificação dos jovens é indispensável e os movimentos de professores e de pais clamam por melhor Escola, em programas de ensino adequados, e pela dignificação e respeito pela missão dos professores. A hora é de investir na terra portuguesa. É o que têm feito os agricultores que se recusam a abandonar a terra, contrariando as directivas desencontradas e a concorrência desleal por parte de outros países onde são muito mais apoiados. Portugal não precisa apenas de uma política de comércio livre; precisa sobretudo de uma política de comércio inteligente e justo. Os nossos agricultores sabem produzir. Falta que saibam melhor associar-se e cooperar para distribuir os seus produtos directamente aos consumidores. Nos últimos dez anos perdemos 180 mil hectares de boas terras agrícolas comprometendo gravemente a nossa capacidade de produção de alimentos, acentuando a nossa vulnerabilidade. Ainda recentemente experimentamos os perigos que daí podem advir. A hora é de investir no território português apoiando empresas inovadoras que recorram a energias alternativas. Simultaneamente devemos combater os desperdícios energéticos e dar prioridade a transportes ferroviários e marítimos, como alternativas competitivas. A capacidade de auto-sustentação no plano energético é cada vez mais necessária. Por exemplo, modernizando as barragens hidroeléctricas já existentes, aumentaríamos a produção de energia em 20%. O Estado deve promover e praticar uma política de gestão rigorosa dos seus recursos de modo a promover a nossa competitividade; deve ter um orçamento equilibrado para poder baixar os impostos de modo selectivo. O Estado deve desistir das obras faraónicas, aumentar a produtividade da função pública, encorajar os investimentos privados que produzam riqueza, preferindo sempre bens e serviços produzidos em Portugal. Por exemplo, o facto dos fundos da Segurança Social não serem investidos exclusivamente em empresas portuguesas, contribui para a descapitalização nacional e para o desemprego. Apelo aos partidos políticos para que não se deixem tornar em meros mecanismos de conquista do poder; que se lembrem que têm um papel decisivo nos debates sobre as doutrinas e as práticas políticas. Mas para isso, devem ser uma escola da cidadania, dialogando com as organizações não governamentais. Este sentimento geral de que a democracia deve ser melhorada entre nós, levou-me a apoiar o recém-criado Instituto da Democracia Portuguesa, que tem já desenvolvido múltiplas e úteis actividades em várias regiões do país, em colaboração com diversas organizações e com as autarquias locais. Em 1975 recuperámos as liberdades de expressão e de participação política que já existiam antes da revolução de 1910. Mas cada vez mais ouço especialistas e pessoas de bom senso a dizer: Portugal atrasou-se no séc. XX porque prescindiu do poder moderador do seu Rei, ao contrário de Espanha, Inglaterra e Bélgica, e outros países europeus, que prosseguiram na vanguarda do desenvolvimento. Tenho percorrido o país de lés a lés. Sou sempre cordialmente acolhido pelos autarcas e pelas populações às quais agradeço o carinho que me dispensam. Nessas ocasiões, apercebo-me da grandeza do nosso património cultural, erudito e popular. Basta apreciar as nossas tradições culturais para me dar conta de como se formou a gente portuguesa, nas várias regiões em que se expressa a alma nacional. É este "produto interno bruto" que mantém em alta a bolsa de valores humanos em que nós devemos investir. Quero aqui lembrar as numerosas homenagens a D. Carlos promovidas por várias Câmaras Municipais, com destaque para a ocasião em que o Chefe do Estado inaugurou a magnífica estátua erigida em Cascais. Durante todo este ano tiveram lugar inúmeros eventos de carácter cultural em homenagem ao Rei e ao Príncipe Dom Luís Filipe, organizados pela Comissão D. Carlos 100 Anos, integrada na Fundação D. Manuel II. Salientou-se o congresso "Os Mares da Lusofonia" que reuniu representantes de todos os países que falam português. Pelo interesse suscitado, foi lançado o desafio de a realizar cada dois anos, em países diferentes. Continuei este ano a colaborar com vários dos países nossos irmãos, especialmente a Guiné-Bissau, Angola e Timor, mediante programas de desenvolvimento rural e protecção ambiental. Aproveito para saudar o Primeiro Ministro Xanana Gusmão, actualmente de visita a Portugal, como líder que soube conduzir o heróico Povo timorense na luta pela liberdade e agora o serve com seriedade e competência no caminho do progresso material e espiritual. Saúdo o alargamento da CPLP esperando que em breve, Marrocos, o Senegal, as Ilhas Maurícias, a Guiné Equatorial e os nossos irmãos galegos possam fazer parte dessa comunidade. A Galiza procura afirmar a sua identidade cultural através da sua "fala", que está na origem do português moderno. Tive a alegria de levar a minha Família ao país de minha Mãe, trineta do primeiro Imperador, Dom Pedro, para participar nas celebrações dos 200 anos da transferência do Governo e do Rei para o Brasil. Finalmente foi feita justiça ao tão caluniado D. João VI! A crescente importância económica e política do Brasil no Mundo é um motivo de orgulho e de oportunidade histórica para Portugal. Felicito os nossos governantes por a saberem aproveitar. Deixo para o fim a instituição militar que, desde a fundação de Portugal tem estado intimamente ligada ao nosso percurso colectivo. Hoje, defendendo Portugal "lá fora", tem contribuído de forma impar para o prestígio e afirmação nacionais e para a paz e a segurança da população portuguesa e das regiões em que tem operado. A canonização, em 2009, de D. Nuno Álvares Pereira, patrono das Forças Armadas, será uma providencial ocasião para aprendermos com os seus exemplos de valentia e caridade, inteligência militar e política, e defesa intransigente da nossa liberdade e independência. Saibamos aproveitar essa oportunidade! Do fundo da história vem uma certeza que os monges de Alcobaça redigiram numa das mais belas frases da monarquia portuguesa: "O rei é livre e nós somos livres!". Neste convento do Beato, situado na Lisboa Oriental onde se começou a conspirar para o 1º de Dezembro, deixai-me hoje proclamar: "Eu sou livre e vós sois livres!". "Eu sou livre" e "Vós sois livres" porque ser monárquico é também defender Portugal acima de todos os interesses. Juntos poderemos renovar a democracia portuguesa pela Instituição Real que só poderá vigorar por vontade do povo, com o povo e enquanto o povo o entender. A minha Mulher, eu, e os nossos filhos Afonso, Maria Francisca e Dinis, a isso nos comprometemos porque Portugal pode, Portugal deve, e Portugal quer continuar democrático e independente! Todos os que pensarem que o sonho dos fundadores e dos restauradores ainda está vivo, venham ter connosco; e se alguém questionar este crescente sentir do poder do povo, a resposta é hoje, como o foi no primeiro 1º de Dezembro: "O rei é livre e nós somos livres!"»
Convento do Beato, 30 de Novembro de 2008

Wednesday, February 13, 2008

Cascais and The King

Pictures of the recently inaugurated Statue of Portuguese King Dom Carlos I, which was presented at a ceremony presided by the President of the Republic at Cascais, on 1st February, evocative of the 100th anniversary of his tragic death, to which I referred on my post of 31st January 2008, where you may find more pictures (and texts in Portuguese language - sorry folks). The King is depicted on board his last yacht “Amélia III”, standing at the side of the ship, admiring Cascais Bay with his binoculars and his usual Navy uniform. These two pictures were taken last Saturday at Cascais, late in the afternoon, with my mobile phone, but I intend to take some with a real camera I will again borrow from a Friend. Cascais, my birthplace and home town, is one of Lisbon's sixteen municipalities. Some day I will explain the territorial divisions.

Fotografias da estátua inaugurada em 1 de Fevereiro de 2008, em Cascais, numa cerimónia oficial presidida pelo Presidente da República, evocativa da passagem de 100 anos sobre a morte do Rei D. Carlos I. Encontra-se no Passeio D. Maria Pia (Clube Naval de Cascais). É uma lindíssima (e enorme) peça em bronze, projecto de autoria do mestre Luís Valadares. D. Carlos I é representado a bordo do seu último iate “Amélia III” em pé, junto à amurada, olhando a baía de Cascais, com uns binóculos na mão. Encontra-se rigorosamente vestido à época, em uniforme de trabalho da Marinha. A estátua assenta sobre uma base de forma circular em pedra “azulino de Cascais”, bujardada de modo a simbolizar o mar.

Mestre Luís Valadares na fase de ultimação da escultura. Master Luís Valadares on the final stage of his masterpiece. (Photo credit unknown).