Monday, January 14, 2008

(Desenho e textos Copyright Sailor Girl)

As ordens honoríficas portuguesas têm servido, essencialmente, para traduzir ao longo do tempo o reconhecimento da Nação e do Estado para com alguns dos cidadãos que se distinguem pela sua acção em benefício da comunidade nacional ou mesmo da Humanidade. Na sociedade moderna as ordens honoríficas têm, cada vez mais, constituído um símbolo para estimular o aperfeiçoamento do mérito e virtudes que visam distinguir. Conferir prestígio e dignidade às condecorações nacionais é, pois, uma das formas de manter vivas tradições que, têm significado na vida da Nação. Mas conferir prestígio e dignidade é algo que se impõe a todos os que se cruzam na nossa vida, para estimular o aperfeiçoamento do mérito e virtudes de todos aqueles que, na medida das suas possibilidades, contribuem com a sua acção para um Mundo melhor. A amizade, a lealdade, a dedicação, os sacrifícios dos pais, dos amigos, da Família, dos colegas e colaboradores, para que a Vida nos corra da melhor forma, são valores desde sempre esquecidos na bruma do tempo. O Atlântico Azul, enquanto espaço de sonho transposto para a realidade, pretende assim traduzir nesta Ordem Honorífica o reconhecimento para com os cidadãos e amigos que, tantas das vezes de forma anónima, tantas das vezes em sacrifício da sua vida pessoal, se distinguem pela sua acção em benefício do próximo. Termos em que, para que conste, se determina o seguinte:

  1. É criada a Ordem dos Cavaleiros do Atlântico Azul.
  2. A Ordem dos Cavaleiros do Atlântico Azul visa distinguir os que houverem prestado serviços relevantes ao Atlântico Azul, no País e no estrangeiro.
  3. A Ordem dos Cavaleiros do Atlântico Azul utiliza a seguinte divisa: «PER MARE, PER TERRA, PER ARIA: SEMPER FIDELIS».
  4. É aprovada a insígnia da Ordem dos Cavaleiros do Atlântico Azul, nos termos seguintes: a) O distintivo é formado por uma espada, de esmalte azul atlântico; b) A fita é bipartida em partes iguais, das cores azul e branco, dispostas em pala.
  5. A concessão dos graus da Ordem é da exclusiva competência do Atlântico Azul e reveste a forma de diploma electrónico.
  6. Após a conclusão do processo de concessão, a investidura de qualquer agraciado depende da assinatura de uma declaração de compromisso de honra de observância dos princípios do Atlântico Azul, e de respeito pela disciplina da Ordem.
  7. A investidura poderá ter lugar em cerimónia solene se o Atlântico Azul assim o determinar em despacho de concessão.
  8. A cerimónia faz-se com a imposição da insígnia, acompanhada de leitura da proposta e do compromisso de honra do agraciado.
  9. Caso a condecoração seja concedida com palma, a investidura é feita com formação do corpo de cavaleiros .

Atlântico Azul, em 18 de Julho de 2006.

3 comments:

Homesdepedra said...

Unha magnifica encomenda que te honra a ti e mais a calquera que sexa galardonado coa moi honorable Ordem dos Cavaleiros do Atlântico Azul.

Apertas atlanticas

Velas do Tejo said...

As más linguas vão achar que é a versão monárquica da Ordem de Santiago... mas eu gosto!

Luis Villas said...

Magnífico!