Monday, June 11, 2007

DESTAQUE DESTE FIM-DE-SEMANA

(No filme que vi na Estação Marítima da Rocha, esta fragata não se sentiria tão só...)
No Sábado à noite, o F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O passeio a bordo do «Príncipe Perfeito», em que se lançou a iniciativa «TEJO UNPLUGGED»!... Num dos salões do navio, um quinteto de Chorinho; no outro, um duo de Jazz clássico (saxofone e contrabaixo)! E uma ventosga assinalável... acompanhada de tostas mistas e pregos de chorar por mais!...

No Domingo, o filme E-S-P-E-C-T-A-C-U-L-A-R que pode ser visto em sessões contínuas (no âmbito do Centenário do Porto de Lisboa), de Terça-feira a Domingo, das 10h00 às 18h00, até 31 de Julho de 2007, na Estação Marítima da Rocha, na Rocha do Conde d'Óbidos (entrada livre e gratuita), retratando tempos idos, em meados dos anos 60 e 70, em que o MAR e o TEJO importavam para os Portugueses, com o rio repleto de canoas, varinos, fragatas, faluas, catraios e outras embarcações abastecendo paquetes, cargueiros e outros navios, com cacilheiros e gaivotas e gruas à mistura... De tal forma comovente que não consegui conter as lágrimas ao avistar o «INFANTE DOM HENRIQUE» (o primeiro navio em que naveguei, com dois anos de idade...) a atracar no Cais da Rocha ao lado do «CANBERRA», em Julho de 1964, coincidindo, de acordo com o historiador Luís Miguel Correia, com a primeira visita deste último a Lisboa.

Uma palavra de agradecimento ao Sr. Octávio, funcionário do Porto de Lisboa, que me permitiu ficar na gare marítima até às 19h00... para poder visualizar o filme até ao fim!... Ainda há gente boa!... OBRIGADA SENHOR OCTÁVIO!!! IREI AÍ DE NOVO BREVEMENTE!!!...

Mais informações e fotografias assim que possível.

4 comments:

Vogal Centro Nautico Moitense said...

A Administracao do Porto de Lisboa para alem do filme que reproduz a vida vibrante do Tejo e que iremos todos ver e deixamos a qui o agradecimento a Sailor Girl por no-lo ter feito lembrar, deveria pedir desculpa publica pelo holocausto de milhares de embarcacoes do Tejo.
A Administracao do Porto de Lisboa, perseguiu e fez queimar na fogueira do odio quase todas as embarcacoes do Tejo.
A Administracao do Porto de Lisboa ao exigir que se lhe pague por praias que abandonou, por cais que abandonou, por pontes que abandonou, por docas assoreadas que abandonou, exigiu que pessoas humildes tivessem, a sangrar, que fazer arder ou enterrar vivas no lodo as suas embarcacoes poruqe nao podiam pagar, os fretes, tinham, com a as pontes, acabado...estamos a ver uma operacao de branqueamento em marcha, desta vez nao deixaremos...As embarcacoes que resistiram e as que se constroem tem um rio compleatmente assoreado e nao terao um cais na cidade de Lisboa.
A Administracao do Porto de Lisboa tem o sangue, e o cheiro de embarcaoes ardidas e enterradas vivas nas maos!
Nos velejamos neste sabado da Moita, por Lisboa,pelo Seixal,pelo Barreiro de regresso a Moita...a Administracao do Porto de Lisboa abandonou o rio, e um latifundiario ausente, o Tejo foi abandonado pelo seu proprietario que exige o pagamento a quem lhe da animacao, a quem lhe pode dar vida que a Administracao do Porto de Lisboa lhe tirou nos anos do holocausto e lhe vai completamente tirar porque em muito pouco tempo e nao ha cais em Lisboa...mas vamos todos ver o filme para perceber a dimensao do holocausto...a Rocha de Conde D'Obidos deveria ser transformada no Museu do Holocausto da embarcacoes do Tejo para que ninguem se esqueca...VAMOS TODOS VER O FILME PARA NAO DEIXAR O HOLOCAUSTO PASSAR EM CLARO

LUIS MIGUEL CORREIA said...

Fiquei muito sensibilizado com as palavras de revolta e a dor subjacente descritas no comentário acima. Infelizmente não é possível fazer o passado recuar no tempo. Mas possível corrigir injustiças e preservar a memória e o património que ainda exista.
A APL é uma entidade pública que deve estar antes de mais ao serviço da população e dos interesses dos Portugueses. Devem ser criadas condições para o desenvolvimento e recuperação da memória do Tejo e das suas embarcações tradicionais, à semelhança do que se faz, por exemplo com carros antigos.
Tenho a certeza que a APL terá abertura para colaborar com o esforço de preservação de embarcações, tão generosamente efectuado pelos Moitenses...
Pela minha parte, dou todo o apoio que me for possível.
Também sinto uma revolta enorme por em Portugal se ter dado cabo da Marinha Mercante. De quem será a culpa? Um pouco de cada um de nós e
dos muitos disparates políticos que se fizeram nas últimas décadas. Culpa de se ter perdido o gosto pelo Mar e pelos Navios. Culpa por sermos governados por gente ignorante das vantagens que o mar nos pode dar...

LUIS MIGUEL CORREIA said...

O blogue LISBON AIRLINERS introduziu um link ao ATLÂNTICO AZUL. Porque, tal como o Mar da Sailor Girl, o Céu dos Lisbon Airliners se exprime em azul, de preferência...

ah e tal! said...

Caso para exclamarmos todos, em uníssono, «AVIÃÃÃÃÃÃOOOO!!!...»