Wednesday, October 24, 2007

Ainda a propósito da Conferência Ministerial sobre Política Marítima

Comissão quer mercado comum para os transportes marítimos
Os transportes marítimos estiveram em evidência na Conferência. São o único sector dos transportes com potencial para crescer.
Por Luísa Meireles (Expresso) 18:42 Segunda-feira, 22 de Out de 2007 A Comissão Europeia vai propor no próximo ano que seja alargado aos transportes marítimos o mercado interno comum, criando auto-estradas do mar e uma política de portos, entre outras iniciativas que visam dar mais consistência à política marítima europeia. Segundo Tiago Pitta e Cunha, do Gabinete do Comissário Europeu para as Pescas e Assuntos do Mar, estas propostas são cruciais para que a "abordagem integrada que constitui o cerne da política marítima seja uma realidade". (Continua em comentário a este post).

12 comments:

Sailor Girl said...

CONTINUAÇÃO:

«Conferência ministerial sobre Política Marítima

Comissão quer mercado comum para os transportes marítimos

Os transportes marítimos estiveram em evidência na Conferência. São o único sector dos transportes com potencial para crescer.

Por Luísa Meireles (EXPRESSO)
18:42 | Segunda-feira, 22 de Out de 2007


A Comissão Europeia vai propor no próximo ano que seja alargado aos transportes marítimos o mercado interno comum, criando auto-estradas do mar e uma política de portos, entre outras iniciativas que visam dar mais consistência à política marítima europeia.

Segundo Tiago Pitta e Cunha, do gabinete do Comissário europeu para as Pescas e Assuntos do Mar, estas propostas são cruciais para que a "abordagem integrada que constitui o cerne da política marítima seja uma realidade".

Os transportes marítimos estiveram esta segunda-feira em evidência na Conferência interministerial sobre a Política Marítima, que decorreu em Lisboa. Este sector dos transportes é o único com potencial para crescer, mas enfrenta problemas tanto burocráticos como de poluição, já que os barcos são responsáveis por emissões altamente poluentes.

"A Europa precisa de desenvolver os transportes marítimos, para tanto os portos terão que ter mais capacidade e oferta, os barcos serão maiores e mais numerosos, mas terão também que se apetrechar, nomeadamente no que diz respeito à poluição. É contraditório que nos preocupemos com as emissões em terra e a 10 metros para dentro do mar haja emissões altamente poluentes", sublinhou aquele funcionário comunitário.

Na intervenção durante a Conferência, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, referiu-se ao assunto, afirmando que "o transporte marítimo é a espinha dorsal ou a armadura das actividades marítimas. 90% das trocas comerciais extra-comunitárias são feitas por mar, enquanto o transporte marítimo intra-europeu se traduz em mais de cinco milhões de empregos em actividades relacionadas com o mar".

Outra das ideias da Comissão Europeia para 2008 é dar mais atenção e destacar mais verbas para a investigação científica marinha, fundamental devido às alterações climáticas.

De acordo com Pitta e Cunha, as zonas costeiras são as mais afectadas por estas alterações devido à erosão costeira e às inundações nas bacias hidrográficas dos rios. "Já hoje, nos mares encerrados como o Mediterrâneo ou o Báltico, há enormes problemas criados pela acidificação e pelas algas tóxicas, que têm vindo a gerar imensos prejuízos à indústria hoteleira", afirmou.

As propostas da Comissão terão que ser depois analisadas por cada Estado-membro, dependendo muitas delas do grupo de Estados que queira avançar com a política marítima, embora não requeiram a unanimidade.

Conselho marítimo informal

Fazendo o balanço da Conferência, aquele funcionário da Comissão sublinhou a importância colocada nas questões da governança, nomeadamente pela França, que quer fazer do tema um dos assuntos relevantes da sua presidência, no segundo semestre de 2008.

A França adiantou a proposta de passar a haver na União uma espécie de Conselho marítimo informal, que tome em mãos a política marítima. A ideia foi bem acolhida por Portugal e Espanha, os Estados que, em conjunto com a França, têm funcionado mais em conjunto e apoiado esta política, segundo Pitta e Cunha.

Portugal, por sua vez, sublinhou a proposta de criar uma rede informal de pontos de contacto, que ficarão na órbita das presidências fazendo a coordenação dos ministérios sectoriais e que apoiarão as estruturas informais a nível governativo.

Outra área importante sobre a qual a Conferência pode fazer avanços diz respeito ao ambiente e à protecção do meio marinho. A presidência portuguesa conta fazer aprovar até ao final do ano uma directiva sobre o assunto, que estende às águas costeiras dos estados a qualidade ambiental que se exige na Directiva da água.»

Sailor Girl said...

OUTRA NOTÍCIA CONEXA:

Conferência ministerial sobre Política Marítima

"Portugal não está de costas para o mar". Secretário de Estado para os Assuntos do Mar salienta "os novos desenvolvimentos" em matéria de política marítima.

Luísa Meireles (EXPRESSO)
15:01 | Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007


O secretário de Estado da Defesa e para os Assuntos do Mar, João Mira Gomes, negou esta segunda-feira que Portugal estivesse "de costas voltadas para o mar" e salientou que a política marítima preconizada pela União Europeia abre a parte a novos desenvolvimentos em todos os domínios.

"Para além das actividades tradicionais, como a pesca, os transportes ou os portos, existem novas potencialidades, como é o caso do turismo, o aproveitamento das biotecnologias limpas, novas plataformas de transportes ou ainda o acesso eventual a outras fontes de riqueza propiciadas pelo projecto da extensão da Plataforma continental", declarou.

Noventa por cento dos turistas que procuram Portugal para passar as férias, passam-nas junto ao mar, disse ainda. Mira Gomes respondia a questões dos jornalistas numa conferência de imprensa no intervalo dos trabalhos da Conferência Ministerial da União Europeia sobre a Política Marítima, a decorrer no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Também o comissário para os Assuntos do mar, Joe Borg, presente na Conferência, considerou que Portugal tem toda a vantagem em desenvolver a política marítima e, em termos europeus, pode até ambicionar a liderá-la, apresentando seu caso como um exemplo de que é possível maximizar o uso dos oceanos.

"Portugal é um país com uma grande costa e é uma das grandes nações marítimas, portanto, só pode ter benefícios em desenvolver estas políticas", afirmou o comissário, sugerindo uma "maximização dos recursos", nomeadamente no que diz respeito ao transporte marítimo, sector em que o país poderia tirar grande partido devido à sua localização estratégica.

A Conferência ministerial, que foi aberta segunda-feira de manhã pelo primeiro-ministro José Sócrates e o presidente da Comissão, Durão Barroso, é a primeira no âmbito da União que reúne os ministros ou responsáveis pelos assuntos do Mar e que teve como convidados especiais os representantes da Noruega e da Islândia.

A política marítima é, aliás, uma das prioridades da presidência portuguesa, para além de, no âmbito da Comissão Europeia, ter sido uma das 'inovações' de Durão Barroso, que criou um posto de comissário dedicado ao assunto. Há 15 dias, foi aprovado o 'Livro Verde' sobre este tema e um plano de acção que prevê mais de 30 iniciativas em todos os sectores, que estão a ser discutidas na conferência.

Neste âmbito, os ministros também debateram a melhor maneira de, em cada Estado-membro, haver uma melhor organização horizontal e vertical, a fim de haver uma articulação das políticas relativas a cada sector abrangido pela política marítima.

Os desafios de Sócrates...

Na abertura da conferência, José Sócrates salientou que Portugal, devido à sua história e posição geoestratégica é "particularmente sensível" a um tema que, segundo disse, é crucial para a própria União.

Trata-se de um "desafio económico", uma vez que a União ocupa um lugar cimeiro nos vários sectores da economia ligada ao mar e um "desafio ambiental e climático", mas também um "forte investimento no conhecimento, investigação e inovação marinha", e uma dimensão significativa de segurança, disse.

"Só poderemos responder a estas exigências com eficácia se ordenarmos o território marítimo, gerirmos de forma integrada as zonas costeiras e construirmos uma fronteira externa comum", declarou ainda.

... e a dimensão do mar, segundo Barroso

Por sua vez, Durão Barroso destacou a "dimensão marítima" da UE, recordando que a Europa dispõe de 70 mil quilómetros de orla costeira, dois oceanos e quatro mares e que o desenvolvimento de uma política marítima era fundamental para a União responder ao desafio da globalização.

Mais de 40% dos europeus vivem nestas regiões e cerca de 90% do comércio externo da UE circula pela rede marítima. Entre três e cinco por cento do produto Interno Bruto europeu é produzido pelas indústrias e serviços relacionados com o mar, salientou.

O presidente da Comissão Europeia advertiu, além do mais, que era urgente o combate à degradação do ambiente marinho e sublinhou que a Comissão já propôs medidas contra as práticas de pesca destrutiva e ilegal.

Desta Conferência deverão resultar conclusões tendo em vista obter uma declaração política do Conselho Europeu, em Dezembro próximo.»

O Difícil said...

isto do cerne ee dos carvalhos, taszaver...eu sabia quisto tinha a ver comigo, taszaver...eu sabia quisto da realidade ee muita dificil,taszaver...tudo integrado, taszaver...e tudo integrado daa ca circunferencia, taszaver...e o mais dificil ee a circunferencia

O Difícil said...

se nao ta de costas cal ee a parte danatomia que taa virada poo mar?

Malheiro do Vale said...

"Portugal não está de costas para o mar" - Claro que não, está de frente mas com os olhos fechados...

BLUE MOON I said...

Mar, Onde????

Anonymous said...

Portugal não esta de costas voltadas para o Mar,nem desconhece o Mar.Então! Sabem dizer para onde Portugal ainda envia a maioria dos esgotos e detritos?Pois...Portugal sabe perfeitamente melhor que ninguem onde fica e para que serve o Mar.JC.

Velas do Tejo said...

Pelo andar da coisa... não tarda nada aparece o senhor so chapeu... o JR cá do sitio, e no seu jeito bem americano pergunta: O que é Portugal?

yeeeeeaahhh

Joao Quaresma said...

Antes de pormos os estudantes todos a falarem Inglês (que não deixa de ser - obviamente - importante), o ensino oficial devia apostar na Geografia.

Conheço uma jornalista (que por sinal já foi nadadora-salvadora do ISN) que pensava que o Algarve era banhado pelo Mar Mediterrâneo. Quando lhe disse que não, ela desmentiu-me arrogantemente. Só se convenceu que estava errada quando lhe mostrei um mapa. Desculpou-se dizendo que era assim que lhe tinham ensinado na escola. Não é anedota, é verídico.

Também sei de outra, do mesmo órgão de informação, que estava para escrever um artigo sobre «O Apartheid na África do Sul». Andou que tempos às voltas com o mapa de África, muito aborrecida porque não encontrava um país chamado Apartheid.

Precisamos, portanto, de começar pelo básico para que a maioria dos portugueses não olhe para o mar quase como boi para palácio.

christian fletcher said...

ABRAM ESCOLAS EM VEZ DE AS FECHAREM!
O PROBLEMA PORTUGUÊS É BÁSICO E CHAMA-SE SIMPLESMENTE "EDUCAÇÃO"!

Anonymous said...

Isto de saber muita Geografia tem muito que se lhe diga!!!
Nos Estados Unidos só há relativamente pouco tempo passaram a ter a disciplina de Geografia nos currículos dos alunos. E vejam lá que chegaram a potência mundial.E não é por isso que não deixam de "aparecer" em todos os lugares eheheheh
Enquanto que em Portugal sempre se apostou numa cultura muito completa e eclética. Resultado: quem andava na escola tinha a chamada "cultura geral" mas sabia pouco do seu métier. Sou pela especialização! Dá mais RENDIMENTO.

Swt

CAP CRÉUS said...

Da Marinha Mercante que conheci e a que hoje existe vai uma distância abissal que nem vou comentar para não ficar ainda mais triste.
Quanto ao mar, pode-se começar pelo mais básico que é não atira lixo à água...se nem isso respeitam... quanto mais elaborar qualquer tipo de carta Eurpeia, para aqui não serve porque somos uns javardos!
Adorei os selos, não conhecia.