Friday, December 7, 2007

Há um ano...

(Fotografia de Luís Miguel Correia)
«Esta sugestão e os motivos que a justificam era uma receita do tempo do ESTADO NOVO, quando Américo Thomaz se dedicou, a partir de 1939, à Marinha de Comércio Nacional, desenvolvendo uma política que passou pela renovação da frota, entre 1947 e 1955, e procurou dotar o País de meios suficientes para garantir 60 por cento das necessidades em termos de transportes marítimos. Este último objectivo nunca foi atingido, devido à grande prudência da maioria dos armadores de então, mas chegou-se aos 40 por cento. Hoje é cada vez mais dificil preferir os navios portugueses pela razão simples de que os não temos... A participação dos armadores nacionais em carreiras regulares internacionais de contentores resume-se à linha Norte da Europa - Cabo Verde e Guiné, com uma ramificação ao Brasil. A frota de petroleiros caminha para o zero, depois de a Soponata ter sido vendida e com a redução da frota da Sacor Marítima. Vamos tendo alguns navios na carreira da Madeira e Açores, e muito pouco mais. Melhores dias virão, concerteza...» - [Luís Miguel Correia], em post publicado faz hoje um ano e referido na mesma data no Atlântico Azul.

Porém, apesar de sermos um país de marinheiros e um país pioneiro dos «Descobrimentos» e da engenharia naval, os Assuntos do Mar continuam a passar-nos ao lado e perdemos permanentemente excelentes oportunidades de negócios para outros países que nem Mar têm. Assim, a armadora suíça Mediterranean Shipping Company (MSC) lançou hoje um comunicado a informar que arranca em Janeiro de 2008 com uma linha entre a China e o porto de Sines, com serviço directo, pelo Suez.

(Fotografia do «MSC RACHELE», tirada do site da MSC)

O novo serviço, que "por enquanto é só de importação", arranca a 3 de Janeiro de 2008 com o navio "MSC Roma". Uma vez por semana os navios da armadora suíça vindos do Extremo Oriente escalarão Sines onde desembarcarão "todo o tipo de mercadorias contentorizavéis", seguindo depois para o Havre (França), Antuérpia (Bélgica) e Bremenhaven (Alemanha).

Os navios utilizados nesta rota têm capacidade superior a 8.000 TEUs (um TEU equivale a um contentor de 20 pés), estimando-se que entre os portos do Extremo Oriente e Sines gastem o seguinte tempo: Pusan (24 dias), Ningbo (21 dias), Shangai (20 dias), Yantian (18 dias), Hong Kong (17 dias), Chiwan (16 dias) e Singapura (11 dias). Sedeada em Genebra, a MSC é considerada a segunda empresa armadora do mundo no transporte de contentores, com 362 navios porta-contentores com capacidade total para 1.215.000 de TEUs, tendo em 2006 transportado 8.250.000 TEUs.

8 comments:

O´Fartura said...

Ola Saylor Girl:
O asunto da mariña mercante portuguesa, do seu declive penso que se inscrebe nun proceso que afecta a todos os países ribeireños de Europa.
Non dispoño de datos, mais sí que podo aportar ao debate un dato aportado por un vello mariño co que teño falado,que estivo comprometido na labor sindical.
Según el, as entidades de poboación con maior porcentaxe de ocupados na mariña mercante sobre o total de traballadores activos eran:
-Esteiro.
-Palmeira.
Ambas poboacións das Rías Baixas Galegas.
Agora traballar na mercante é practicamente anecdótico cando menos en Esteiro.
E os navegantes de Esteiro traballaban en compañías danesas, norueguesas, españolas, suecas.
O fenómeno das bandeiras de conveniencia acabou coa mariña mercante europea.
Vaia, é só unha aportación ao debate sen maior pretensión.
Unha aperta dun orgulloso descendente de navegantes.

pereira de oliveira said...

os Portugueses que desindustraliazaram o país são ainda descendentes dos que abandonando Portugal pelo mundo porque de alma derrotada ainda não parararam de fugir. Portugal ainda não parou de fugir. Começou em 1975e ainda não parou. A próxima geração que eu vejo na Universidade e na Moita e em Casal de Cinza é a primeira que vai viver sem medo de enfrentar-se de enfrentar outros e não se vai vender a criminosos que vivem em tendas ou que lhes mandam dinheiro para bancos ou lhes mandam dinheiro da traição que vem da flandres...Portugueses e Galegos temos muitos milhares de anos "isto" é conjunctural. É produto de várias gerações que foram derrotadas e ainda não pararam de fugir. Têm o coração cheio de medo...até acham extraordinário que façamos embarcações sem perguntar a ninguém!!!

Rute & João said...

Olá Raquel, só hoje é que vi que não sabes o nosso email! Desculpa o atraso. Então, cá vai: rutjoao@gmail.com

beijinho e bom fim de semana,
Rute

Anonymous said...

MSC, that means in english docks:
Mafia Shipping Company.

A concorrente said...

Não é nada!! É Miracle Shipping Company, pois foi um milagre de um Capitão da Marinha Mercante Italiana nos anos 70, Gianluigi Aponte, dono da companhia.
Começou com o chaço "Patricia 1970"

É uma excelente pessoa, dá emprego aos conterrâneos todos a sul de Nápoles (Sorrento)!!

LUIS MIGUEL CORREIA said...

Temos falta de armadores que saibam arriscar e aproveitar oportunidades no mundo dos transportes marítimos, como sempre tivemos. Não é de agora. O que aconteceu foi terem-se perdido os mercados protegidos que alimentavam a maioria dos armadores de navios de comércio portugueses. Foi-se tudo...

Anonymous said...

Desculpem a intormissão com um comentário fora do contexto:
Estou absolutamente fascinado com os olhos e o sorriso da Neuza. Era de alguem pintar um quadro com este rosto que erradia uma sensualidade imensa.
Parabens á Neuza e alguém que lhe dê dois beijos por mim pois não tenho o prazer de a conhecer.
Shemeiks

Amiga Atlántica said...

Impresionante la foto del MSC RACHELE, realmente buenísima!!!